Tem um dado que devia estar em toda mesa de reunião no Brasil agora: a gente é o país que mais usa vibe coding no mundo.

Segundo uma pesquisa da Jitterbit publicada pelo Times Brasil/CNBC, 21,6% dos executivos brasileiros já usam plataformas de vibe coding pra construir agentes de IA. Isso coloca o Brasil na frente do Reino Unido (19,6%) e dos Estados Unidos (15,6%).

Bonito, né? Só que a mesma pesquisa traz o outro lado: só 5,2% das empresas brasileiras conseguem levar um projeto de IA da fase de piloto até rodar de verdade, em escala.

Ou seja: a gente lidera o mundo em começar. E perde quase tudo no meio do caminho.

O que é vibe coding e por que o Brasil virou o líder mundial?

Vibe coding é criar software conversando com a IA, em português mesmo, sem escrever código na mão. Você descreve o que quer, a ferramenta monta. O termo foi cunhado por Andrej Karpathy no começo de 2025 e virou febre.

Criador brasileiro à frente de uma multidão, gerando um app a partir da fala

O Brasil abraçou isso mais rápido que todo mundo por um motivo simples: aqui tem muita gente com problema pra resolver e pouco acesso a time técnico. Quando aparece uma forma de criar sua própria ferramenta sem depender de uma agência ou de um dev, o brasileiro pega.

Designer, empreendedor, professor, dono de loja. Gente que nunca ia encostar num editor de código agora consegue montar um protótipo numa tarde. Isso é ótimo e não tem volta.

O problema não é a largada. É o que vem depois.

Por que só 5% dos projetos saem do piloto?

Porque montar um protótipo bonito e colocar uma solução pra rodar no mundo real são duas coisas completamente diferentes.

Funil com dezenas de protótipos entrando e quase todos caindo num abismo

Os 5,2% que a pesquisa aponta não é um número sobre ferramenta ruim. As ferramentas estão ótimas. É um número sobre o que acontece depois do “uau, funcionou”. A pessoa mostra o protótipo, todo mundo aplaude, e aí o projeto trava na primeira vez que precisa aguentar cliente de verdade, dado de verdade, erro de verdade.

Vibe coding resolve a parte visível: a tela, o fluxo, a demonstração. Ele não resolve sozinho a parte invisível, que é onde mora o negócio.

O que separa o protótipo bonito do negócio de verdade?

Quatro coisas chatas que ninguém posta no Instagram: pensar o problema antes de abrir a ferramenta, validar com gente real, colocar em produção e manter de pé.

De um lado um app-brinquedo frágil, do outro uma máquina robusta funcionando

Pensar o problema antes vem primeiro. A maioria dos pilotos que morre começou errado: a pessoa se apaixonou pela ferramenta e saiu construindo sem saber que dor exatamente estava resolvendo. Protótipo lindo pra um problema que ninguém tinha.

Validar é conversar com quem vai usar antes de investir três semanas. Colocar em produção é fazer aguentar volume, login, pagamento, os casos esquisitos. E manter é o trabalho invisível de continuar funcionando na segunda-feira de manhã quando dá ruim.

Nada disso a IA faz por você automaticamente. Ela acelera cada etapa, mas alguém precisa saber que as etapas existem.

Por que o gargalo é método, não ferramenta?

Porque eu vejo isso acontecer todo dia, dos dois lados.

Criador estudando um grande blueprint brilhante enquanto uma ferramenta reluzente flutua ignorada

Eu comecei nisso em 2015, numa fábrica de barcos, montando automação sem saber programar. Multipliquei meu salário por 8 fazendo o que hoje se chamaria de No Code. Depois disso, já ajudei a colocar agentes de IA de pé em empresa com mais de 13 mil colaboradores. E a diferença entre o que vira resultado e o que vira slide bonito nunca foi a ferramenta. Foi sempre método.

No ibe.IA, a gente já formou mais de 25 mil alunos, e o que separa quem fatura de quem trava é exatamente isso. Junta os cases dos nossos alunos e dá mais de R$100 milhões faturados com soluções criadas a partir do método. Não foi porque eles tinham uma ferramenta melhor que a sua. Foi porque aprenderam a sair da ideia e chegar na entrega.

Ferramenta boa sem método vira um cemitério de pilotos. É esse cemitério que os 94,8% estão construindo.

Como sair do cemitério de pilotos?

Parando de tratar o protótipo como o fim e começando a tratá-lo como o começo.

Criador subindo uma escada luminosa rumo a uma torre sólida, saindo de um campo de estruturas abandonadas

O caminho não é misterioso. É escolher um problema que existe de verdade, validar antes de construir tudo, publicar mesmo feio pra aprender com uso real, e ter disciplina pra manter. Vibe coding faz cada uma dessas etapas ficar mais rápida. Ele só não decide por você quais etapas seguir.

O Brasil já provou que sabe começar melhor que o mundo inteiro. Se a gente colocar método atrás dessa energia, para de liderar só a estatística de adoção e passa a liderar a de resultado.

A Formação em Vibe Coding do ibe.IA mostra esse caminho completo: como sair da ideia, validar e publicar seu primeiro produto na mesma semana, do jeito que aguenta cliente de verdade.

Conheça a Formação em Vibe Coding

E se essa leitura te ajudou a entender por que tanto projeto trava, segue o ibe.IA no Instagram (@ibe.ia) que toda semana sai conteúdo desse jeito.