Em 2022, Tiago Costa tinha um emprego estável na Petrobras. Ganhava bem, por volta de R$20 mil por mês, trabalhava presencial o dia inteiro e tinha o tipo de carreira que a maioria das pessoas considera segura.

Ele pediu demissão.

Não porque o emprego era ruim. Porque ele tinha construído algo que crescia enquanto ele dormia: o Automarticles, um SaaS que escreve artigos de blog com IA.

Hoje o Automarticles tem mais de 600 clientes pagantes e fatura R$130 mil por mês. Tiago trabalha de casa, com vista pro mar.

Aqui está o que ele fez, na ordem em que fez.

Quem era Tiago Costa antes do SaaS

Tiago chegou à ibe.IA sem background de programação. O que ele tinha era uma ideia clara de problema: criar conteúdo de blog é lento, caro e repetitivo. Agências cobram caro por isso. Empresas menores não têm budget pra contratar time de redação. E o conteúdo gerado raramente é específico o suficiente.

Ele estudou Vibe Coding. Aprendeu a descrever o que queria e deixar a IA construir. Não foi um processo de semanas. Foi de meses, com projeto real do começo.

O ponto de partida não foi “vou criar um SaaS”. Foi: “esse problema existe, eu consigo resolver, deixa eu testar se alguém paga por isso”.

O Automarticles: o que o produto faz

O Automarticles automatiza a criação de artigos de blog com IA. O usuário define os temas, o tom de voz e a frequência de publicação. O sistema escreve, formata e pode publicar diretamente na plataforma do cliente.

Home do Automarticles, o SaaS de geração de artigos com IA criado por Tiago Costa, aluno da Formação em Vibe Coding

O modelo de negócio é SaaS recorrente, com ticket em torno de R$199 por mês. Com 600 clientes nesse ticket, a conta fecha nos R$130 mil mensais.

Por que funciona: o problema que o produto resolve tem dor clara e mensal. A empresa que precisa de conteúdo não precisa uma vez; precisa todo mês. Isso torna o produto naturalmente recorrente sem precisar de estratégia complexa de retenção.

O método: da ideia ao primeiro cliente pagante

Tiago não passou 6 meses construindo o produto perfeito antes de cobrar. Ele fez o inverso.

Validação antes da construção

O primeiro passo foi confirmar que alguém pagaria antes de construir a versão final. Ele montou uma página de captação simples descrevendo o produto e colocou um botão de compra. Quem clicou, ele entrou em contato. Quem disse “sim, eu quero isso”, ele confirmou que o produto estava em desenvolvimento.

MVP funcional, não bonito

A primeira versão do Automarticles não tinha design elaborado. Tinha a funcionalidade principal: receber tema, gerar artigo, devolver pra publicar. Isso foi o suficiente pra cobrar o primeiro mês.

O erro que a maioria comete é esperar o produto estar polido antes de mostrar pra alguém. Tiago mostrou cedo, coletou feedback e iterou com cliente real.

Crescimento por nicho

Os primeiros clientes eram dono de site de nicho e agências pequenas. Não tentou vender pra todo mundo. Entendeu quem tinha o problema mais agudo e focou nesse perfil primeiro.

Com prova social do nicho inicial, a expansão veio por conta própria.

O processo de construir e escalar um SaaS com IA: validação de nicho, MVP, iteração e crescimento orgânico

O que você precisa aprender pra construir o mesmo tipo de produto

O Automarticles não é um caso único. Jorge criou um app de gestão pra piscicultura e faturou R$1 milhão. Nicolas criou o Metrifiquei, relatórios por WhatsApp, e chegou a R$8 mil por mês de recorrente. Pedro criou agentes de IA pra marketing e faturou R$2 milhões.

O padrão: problema específico, público com dor clara, produto que resolve aquele ponto e modelo recorrente.

Nenhum desses criadores tinha formação em engenharia de software. Todos aprenderam a criar com IA.

O que diferencia quem sai do papel de quem não sai: método de validação e habilidade de construir rápido o suficiente pra testar antes de investir meses de trabalho.

A Formação em Vibe Coding do ibe.IA mostra como sair da ideia e publicar o primeiro app na mesma semana, com Lovable, Cursor, Supabase e as ferramentas que os criadores mais bem-sucedidos da escola usaram.

Conheça a Formação em Vibe Coding

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