Karpathy redefine como criar software com IA (resumo)
Entenda como Andrej Karpathy evoluiu do vibe coding para o agentic engineering, transformando a forma como engenheiros gerenciam agentes de IA no código.
Andrej Karpathy apresenta “agentic engineering”, defendendo que dirigir agentes de IA define o desenvolvimento moderno de software. Foto por Michael Macor/The San Francisco Chronicle via Getty Images
No fim das contas, tem sempre aquele nome que pega, né? No ano passado, Andrej Karpathy, uma das mentes por trás da OpenAI e ex-chefe do Autopilot da Tesla, soltou meio sem querer um termo que caiu no gosto da galera: “vibe coding”. A ideia capturava um jeito mais solto, meio experimental, de programar com ajuda de IA — aquela vibe de hobby, de explorar o que os códigos podem fazer com um empurrãozinho de inteligência artificial.
Mas se você achou que isso ia ficar só na brincadeira, se prepara. Na celebração do ano do “vibe coding”, Karpathy veio apresentar um conceito mais robusto e profissional: o tal do “agentic engineering”.
Qual a diferença entre vibe coding e agentic engineering?
A resposta básica: vibe coding era diversão com IA, programas experimentais, ferramentas iniciais que descomplicavam o acesso da galera à programação. Já agentic engineering é uma coisa séria, que está tomando conta do mercado profissional. Em vez de escrever o código linha a linha, o engenheiro vira um maestro que direciona agentes de IA para fazer a parte pesada — desde pensar até executar o código.
Karpathy explica que “agentic” vem de agentes autônomos, e “engineering” reforça que não é só apertar botões; tem know-how, arte e ciência envolvidas. Ele disse recentemente no X (antigo Twitter) que isso significa usar a IA com inteligência, olhando qualidade e eficiência.
O buzz inesperado que virou tendência
Karpathy confessou que o tweet do vibe coding foi uma daquelas ideias lançadas no ar sem muito planejamento, mas que causou uma tempestade. A busca por “vibe coding” explodiu no Google, virou destaque em vários veículos e até foi escolhida a palavra do ano no Collins Dictionary — nada mal pra um termo que surgiu no Twitter!
A trajetória do mancebo das IAs
Karpathy não é só um mago do vocabulário tech. Ele fez parte do time inicial da OpenAI, focando em modelagem generativa, visão computacional e aprendizado por reforço, antes de ir para a Tesla revolucionar a direção autônoma. Voltou pra OpenAI em 2023, mas não ficou parado e lançou a Eureka Labs, projeto focado em ensinar AI. Fora isso, bomba no YouTube com seus tutoriais educativos.
A virada profissional da IA na programação
Um ano depois do vibe coding, o cenário mudou pra valer. Karpathy ressalta que os modelos de linguagem grandes (LLMs) evoluíram e deixaram de ser só brinquedos para virar ferramentas indispensáveis no dia a dia dos profissionais. O “agentic engineering” prevê esse cenário de agentes autônomos trabalhando em sintonia com engenheiros, sem perder a qualidade do software.
Onde tem dinheiro, tem ação
As startups que surfaram essa onda estão crescendo e levantando grana pesada. Cursor, uma das queridinhas do vibe coding, arrecadou US$ 2,3 bilhões e chegou a uma avaliação de quase US$ 30 bilhões. Lovable, da Suécia, também se valorizou bem e Replit está quase fechando uma rodada de US$ 400 milhões. Enquanto isso, gigantes como Anthropic e OpenAI não ficam atrás e apimentam a competição.
Investimentos e apostas
Além do lado técnico, Karpathy está de olho no bolso. Ele investiu em 14 startups de IA, incluindo aquelas que trazem tecnologias autônomas que sustentam essa “engenharia agentic”. Só em 2024, entrou numa rodada da /dev/agents, que cria um sistema operacional para agentes de IA, e, em 2022, apoiou a Adept, que automatiza fluxos de trabalho em software.
Pra fechar
Esse papo do agentic engineering não é só um nome chique pra algo que já existia. É um sinal claro de que o desenvolvimento de software está entrando numa nova era: menos digitar código direto, mais gerenciar equipes de agentes inteligentes. O engenheiro vira gestor dessas inteligências e precisa dominar a arte de extrair o que elas oferecem, mantendo a qualidade e a robustez do produto final.
E aí, será que em breve vamos trocar a famosa programação por um “comando de voz” bem articulado para esses agentes de IA? Parece que estamos chegando lá.
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